Publicado por: cnosantiagomaior | Dezembro 15, 2008

Técnicos de diagnóstico e encaminhamento

Se fosse inquirido sobre qual a função que mais se aproxima da actividade do Técnico de Diagnóstico e Encaminhamento de um Centro Novas Oportunidades, a minha resposta seria “assistente de sala num qualquer teatro ou cinema”!

Pode parecer estranha esta alegoria, mas é efectivamente isto que o TDE (Técnico de Diagnóstico e Encaminhamento) leva a cabo com cada um dos adultos que se dirigem ao nosso Centro: abre-lhes a porta e encaminha-os para o local mais indicado para que estes possam fazer parte do espectáculo, utilizando o caminho mais simples e mais adequado. A única dissemelhança é que aqui, o adulto não é um mero espectador da obra de arte, mas antes o protagonista da história, bem ao preceito das contemporâneas correntes de teatro interactivas.

Na verdade, desde que tal função foi introduzida no nosso CNO, em Setembro último, já “sentámos” nessas cadeiras especiais perto de 150 adultos que estão confortavelmente a ser os actores da sua própria peça de teatro: a história da sua formação.

Desengane-se, no entanto, quem julgar que a função de TDE se fica por aqui. Importa salientar que, dado o percurso evolutivo da própria instituição, (que começou por chamar-se Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências e passou depois a denominar-se Centro Novas Oportunidades) a esta tarefa acresce ainda a função de desmistificar uma ideia enraizada pelo marketing pernicioso do “passa-palavra”, que todos os que entram pela nossa porta terminam o nível de ensino ao qual se candidatam através de um processo de Reconhecimento e Validação de Competências (RVC).

Ao contrário do que se possa pensar, o processo de RVC foi criado apenas para um segmento da população: aqueles que, pelo seu percurso de vida, adquiriram competências e saberes, tão ou mais válidos do que os que se aprendem na escola. Ora este factor, reduz significativamente o leque de pessoas a quem este processo se dirige.

Contudo, o adulto comprou o bilhete e tem direito à sua cadeira para fazer parte do tal espectáculo. Nesse caso, o Centro Novas Oportunidades, apresentando-se como uma porta aberta para todos, independentemente do seu percurso de vida, tem como função mostrar ao adulto, na figura do Técnico, qual o melhor caminho a seguir para concluir o nível de ensino ao qual se candidata. Numa palavra, o Centro Novas Oportunidades foi criado para todos. O processo de RVC foi criado para alguns.

Assim, podendo estar enganado na sala onde decorre o espectáculo, tem cabido ao CNO do Agrupamento de Escolas Santiago Maior, mostrar aos adultos qual a melhor sala e a cadeira mais indicada, mostrando-lhe que pode concluir o seu percurso através da formação, onde irá desenvolver competências que não teve oportunidade de expandir, sem com isso se sentir inferiorizado.

Esperemos que 2009 traga muitas mais cadeiras mágicas!

Filipe Santos


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